Pesquisar Postagens

quarta-feira, 7 de março de 2012

A última refeição do Velociraptor

Velociraptor ingerindo o osso do Pterodáctilo. Crédito: Brett Booth.

O cenário provavelmente é esse: 75 milhões de anos atrás, um Velociraptor mongoliensis pequeno encontrou um Pterodáctilo morto. Ele não poderia recusar comida de graça, e se aproveitou do cadáver. Logo após comer um pedaço do animal, o dinossauro se foi.
Pelo menos essa é a versão mais provável, após o estudo de um Velociraptor fossilizado que continha um osso fossilizado de um Pterodáctilo em seu intestino (parece mentira, mas alguns dinossauros têm a capacidade de ingerir ossos relativamente grandes). De acordo com estudiosos, o osso não possuía marcas de deformação que seria causadas pelos ácidos digestivos, indicando que o Velociraptor faleceu logo após ingerir sua comida.
A primeira hipótese foi a de que o Velociraptor tivesse matado o Pterodáctilo, que está praticamente descartada, pois o tamanho do Pterodáctilo não permitiria a um pequeno dinossauro matá-lo, já que esses animais mediam aproximadamente dois metros de envergadura ou mais. Comparando isso aos Velociraptores, que em média mediam 1,5 metro de comprimento, vemos que o Pterodáctilo teria uma vantagem óbvia. "Seria difícil e provavelmente perigoso para o pequeno terópode matar um Pterodáctilo com 2 metros de envergadura, a menos que ele já estivesse ferido ou doente. Então, o osso de pterodáctilo que nós identificamos em seu intestino foi mais provavelmente retirado de uma carcaça, e não resultado de um ataque", disse David Hone, que estava na Escola de Biologia e Ciências ambientais da Universidade de Dublin, na Irlanda, durante as pesquisas com os fósseis.

Referências bibliográficas:
1 - Lightweight dinosaur had a huge last meal - Technology & science - Science - LiveScience - msnbc.com;

domingo, 4 de março de 2012

Dinossauros eram atormentados por pulgas

Pulgas fossilizadas na Mongólia. Crédito: Nature.

Paleontólogos chineses e franceses afirmaram, após estudar fósseis na Mongólia, que dinossauros conviviam, ou melhor, sofriam com as pulgas, os mesmos insetos que hoje atormentam nossos cães e gatos e até a nós mesmos, há 150 milhões de anos atrás. Porém com uma diferença notável: elas mediam 20 mm, quatro vezes maiores que as de hoje em dia.
Não tinham asas e não podiam saltar, porém eram extremamente adaptadas ao ambiente em que viviam, agarrando-se a répteis com plumas ou pelos, perfurando o couro e extraindo o sangue. Quando os dinossauros desapareceram, elas foram se adaptando para começar a "atacar", em vez de répteis, mamíferos e aves, atitude que persiste até os dias de hoje. O estudo foi publicado na quarta-feira desta semana na revista americana Nature.

Referências bibliográficas:
1 - Surgiu | Dinossauros sofriam com pulgas, diz pesquisa;

sexta-feira, 2 de março de 2012

Conheça o "Parque de Dinossauros" no sertão nordestino

Foto do 'Vale dos Dinossauros', em Sousa. Crédito: Secom-PB.

Para uma cidade do interior, no meio do sertão, o que poderia lhe cair melhor do que uma pequena atração turística para toda a região? É o que acontece em Sousa, na Paraíba, onde se encontram vários fósseis e pegadas de seres pré-históricos, desconhecido de muitos brasileiros até hoje. O "Vale dos Dinossauros" na Paraíba receberá R$ 1,2 milhão em recursos para recuperar sua estrutura precária e levar sua fama a todas as extremidades do Brasil. Essas verbas serão destinadas a capacitação dos moradores para que eles possam viver do turismo local.
O governo promete construir uma estrutura de um verdadeiro "Jurassic Park", com banheiros, rampas de acesso, quiosques e um museu que será reformado. O sítio paleontólogico em Sousa é um dos mais importantes do mundo e provavelmente deverá receber inclusives visitantes de outros países, que poderão ver pegadas de dinossauros como o Iguanodonte.

Referências bibliográficas:
1 - PB Agora - Paraíba - Paraíba anuncia projeto para recuperar Parque dos Dinossauros brasileiro, em Sousa;